Iniciando nas cervejas especiais

“- O que você está bebendo aí? – Cerveja. – Cerveja? Vermelha desse jeito? E essa espuma estranha que não some…? Que cerveja é essa?

– É uma Red Ale. É muito boa. Não conhece não? Experimenta!”

AQUI, exatamente aqui, mora o perigo! Em algum lugar, em qualquer canto desse País – seja em um jogo de pôquer, ou em um pub, ou num bar, ou churrasco – essas palavras (ou uma conversa similar) são repetidas, fazendo com que uma pessoa que não conhecia nada sobre cerveja comece a se interessar pelo assunto – ou não.

Essa história tem dois tipos de desfecho:

Final Feliz: A pessoa que não conhecia nada sobre cerveja experimenta uma cerveja nova, e gosta – ou no mínimo, acha interessante. Essa pessoa tem grandes chances de entrar para o time dos apreciadores e entusiastas da cerveja diferenciada.

Ela vai para casa, ler sobre o assunto na internet (no site da beer king ) e vai se interessar cada vez mais. A partir desse dia, toda vez que for ao mercado vai escolher uma cerveja diferente para beber.

Além de beber, ainda vai convencer outras pessoas a dar mais valor à riqueza que existe no mundo das cervejas.

Final Triste: A pessoa que não conhecia nada sobre cerveja experimenta uma cerveja nova, não gosta, e, provavelmente, nunca mais vai querer beber ou ouvir falar dessas cervejas “estranhas”.

Mas o que, nessa história toda, é o fator decisivo que faz com que o leigo (a pessoa que não conhece muito sobre cerveja) seja conquistado ou não pelas cervejas especiais?

Muita coisa pode fazer com que a história termine com final triste e muita coisa, também, pode fazer com que a história termine com o final feliz. Não há somente uma resposta.

O beer king, porém, entende que um fator pode ser decisivo para o desfecho: começar por estilos menos agressivos ao paladar “assusta” menos e faz com que o leigo aceite continuar provando outras cervejas, até se convencer de que o mundo da cerveja é muito maior do que ele achava que era.

Uma pessoa que nunca bebeu uma cerveja diferente está acostumada com um sabor pouco marcante, uma cerveja pouco encorpada, um amargor pouco presente, etc. E pior: com apenas um tipo de cerveja.

Logo, se a primeira cerveja que ela beber for uma American India Pale Ale, ela irá se assustar e dizer algo como “Que cerveja horrível! Isso não é cerveja!” – há exceções. Por outro lado, se a primeira cerveja diferente que beber for uma Weizen (cerveja de trigo), provavelmente dirá algo como “É… diferente. Interessante…!”.

Ou seja: se você vai começar a experimentar cervejas novas, ou se quer indicar pra alguém que nunca bebeu nenhuma cerveja diferente, procure começar com cervejas mais brandas ao paladar, e mais parecidas o possível com as cervejas comuns.

Pilsen, Weizen e Pale Ale, nessa ordem, são as mais indicadas. Depois, procure cervejas com identidades um pouquinho mais fortes, como Red Ale, Brown Ale, Vienna, entre outras.

Com esse coquetel inicial, o novato começa a entender que cada estilo tem uma identidade, e um impacto diferente na boca.

Os aromas, os sabores, as demais características são diversas, e uma vez compreendido isso, você estará pronto(a) para experimentar qualquer tipo de cerveja, pois esse é o segredo: cada cerveja é uma cerveja.

Uma excelente forma de iniciar, é através do nosso clube de cervejas. Por um preço justo, você vai experimentando um pouco de cada tipo e recebendo informações da nossa equipe sobre cada estilo de cerveja até aprender quais mais se encaixam ao seu paladar. Conheça nosso clube (clique aqui)!

Com o tempo, você vai começar a fazer as próprias experiências e poderá encontrar muito material em nosso blog – ou em outros locais na internet. Tente combinar comidas com cervejas diferentes (harmonização), beber cervejas para climas frios (mais encorpadas) e cervejas para climas quentes (mais refrescantes e leves), comparar cervejas do mesmo estilo de países diferentes, etc.

O importante, e divertido, é explorar todas as possibilidades, pois cada cerveja aberta é uma experiência única e diferente.

Por Ricardo Augusto Grasel Matos, Eng°. Agrônomo, Homebrewer e Sócio  Gestor na empresa beer king.